12 de mai. de 2010

Postcards.


Há casais contra qualquer ostentação. Não realizam propaganda do seu amor. Não narram vantagens, não se elogiam em público, não descrevem o que ele ou ela preparou de especial na noite anterior, não geram ciúme, muito menos inveja entre os amigos. Não se derramam em abraços de aeroporto em cada esquina.

São os casais ideais, certo? Talvez durem para sempre, o que não traduz perfeição.

Não há como ser feliz sem merchandising do que se está vivendo. Sem morder a língua. Sem fofoca. Sem contar um pouco mais. É pensar e divulgar.

O amor é público, desde quando se estendeu a mão pela primeira vez com muito nervosismo para andar na rua com ela.

Não existe como disfarçar. Sensibilidade controlada é indiferença.

Um dos graves traumas afetivos é a falta de amor pelo amor.

Os pares se amam, mas estão descontentes por amar. Não desejavam estar amando. É um amor contrariado, um amor dissidente. Como uma maldição: Por que foi acontecer comigo logo agora?

É como se a companhia não fosse apropriada. Ou que não devia ter surgido naquele momento, é bem capaz de atrapalhar os negócios ou a vontade de viajar e de ser livre. Ou porque é diferente e não responde automaticamente. Perderemos tempo, perderemos a agilidade que tanto nos caracterizava.

Não se enxergam abençoados, e sim traídos pelo destino. Não tratam de alardear seu relacionamento como um feriado de sol. Por receio ou insegurança, não se orgulham da companhia. Nunca falarão: estou com quem sonhei, é perfeito para mim.

Não identificam que já têm o mais complicado, que o restante é simples: um cartão, um torpedo, uma cartinha, uma lembrança, um prato predileto, um capricho, um colo.

Amam ao mesmo tempo em que odeiam. Amam ser, odeiam estar. Por aquilo que a convivência exige, pelo mal-estar de uma conversa truncada, pelo ciúme passivo e sempre existente, pela necessidade de telefonar e de se apaziguar, pela dependência ruidosa e ávida.

Quem ama alguém, mas odeia o amor não terá paciência. Entrará num clima de cobrança permanente, de suspeita irremediável. Conhece como o par fica irritado e trata de testar os limites. Não agrada para criar contrariedade e arrecadar sinais do fim. Quer se livrar do amor, não do outro, mas o amor está no outro que acaba pagando a conta.

Não consegue se separar, tampouco se entrega verdadeiramente.

Quando está em paz, enlouquece. Quando está estressado, age com distração e depois reclama da cobrança. Ou cobra a cobrança. Ou antecipa a cobrança que não viria. A briga está condicionada a uma postura catastrófica. Mobilizado a provar que não tem mais jeito. Em vez de elogiar, reclama. Em vez de se declarar, ironiza. Em vez de confiar, pragueja.

A mulher pode amá-lo, o homem pode amá-la. O cara pode amá-lo, o cara pode amá-lo de volta. Só que ambos não amam o próprio sentimento. Cada um não se ama por amar. Não basta amá-lo, tem que se amar por amá-lo. Não basta amá-lo, tem que se amar por amá-lo.

Mas a reflexão não termina por aqui. Caso contraiu piedade do que não ama o amor, há ainda um tipo mais terrível: aquele que ama o amor, mas não ama seu parceiro. Ama seu modo de amar e não aceita mais nada. Faz o amor de propaganda, que é o contrário de fazer propaganda do amor. Experimenta um delírio romântico. Tudo o que o outro oferece não é do jeito conhecido, portanto não serve. Alimenta uma insatisfação constante, autoritária, como um diretor que recusa o improviso de seus atores e manda repetir a cena. Não reconhece os gestos mais naturais e singelos. Sufoca o que vive de fato pela pressa de um cartão-postal. Funciona na base do escândalo: da serenata na janela, da Kombi do aniversário, dos presentes imensos e das provas vistosas. Será insaciável, pressionando para receber o que somente ele imaginou (e nunca confessou).

É um desalmado da privacidade, um amante genérico, porque ama demais a si para amar quem quer que seja.
 
( Fabrício Carpinejar) 

10 de mai. de 2010

Noite vazia.

Temível serei nas noites vazias e nubladas
Onde toda a obscuridade perpetuará sobre mim
E em meus olhos terei o breu do céu escuro
Iluminados apenas pela lua,
Astro rei das minhas noites sem fim.
Em terra seca, cravarei com o suor de minha pele
Minhas desavenças e delírios
E no ultimo resquício de água
Lavarei minh'alma de todo mal que te fiz
Cada lágrima corrida deixará de ser um sacrilégio
E o esforço feito, deixará sua dor
Mas nesse fim, o meu triste fim
Será em teus braços,
Onde jamais temerei teus abraços,
Onde jamais temerei teus olhos de amor.





.LunaHolanda

7 de mai. de 2010

Do you remember?



Você se lembra daquela noite?
A chuva caia, como se quisesse lavar
Um momento passageiro de dor.
E eu me distraia com tuas cordas,
Com você a tocar sua música mais bonita,
Naquela noite sem luar.
Seus olhos vierem me iluminar.
Sua voz veio me embalar.
E eu me distraia com tuas cordas,
Com a magia daquelas horas,
Correndo na beira do mar,
Com a chuva a nos abençoar
Com os seus braços a me abraçar.
Você se lembra daquela noite?

.LunaHolanda


I need you here.

6 de mai. de 2010

A Sua.


"Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem"

(...)

4 de mai. de 2010

Teus olhos.




"Teus olhos abrem pra mim todos os encantos,
teus olhos abrem pra mim.
Teus olhos abrem pra mim todos os encantos bons,
teus olhos abrem pra mim."
(...)


1 de mai. de 2010

Minha menina.



E a menina que você viu,
E o seu olhar roubou,
Agora ressurgiu .
Como se o tempo tivesse parado,
Agora ela ressurgiu,
E te impediu de não resistir.
Ah, como ela é linda
E o seu perfume, ninguém tem igual.
E ela é tão linda
O seu cabelo a voar,
Ninguém tem um igual.
E nem o sol ofusca a sua beleza
Ah, e nem o mar atrapalha seu andar
E ela veio,
E te roubou o ar.
E ela veio, com aquele olhar
Te deixou tonto,
Te impediu, você não resistiu.
E ela veio,
Assim, só pra te atordoar,
E te roubou o ar.



.LunaHolanda